Faltam mais alimentos ‘light’ no mercado latino americano de petfood

O fenômeno (lamentável) de aumento dos casos de cães e gatos com sobrepeso ou obesidade nos Estados Unidos, embora seja notado e notificado há mais tempo, não é isolado. No Brasil e na América Latina, médicos veterinários observam um volume assustador de casos, também aumentando anualmente, desde 2014, conforme fontes da Revista Pet Food Industry.

Um quilo a mais para um cão representaria o aumento de 7 kg para um humano. Um quilo a mais para um gato representaria, por sua vez, 25 kg a mais para um humano. Fonte: Pet Food Industry, 2019

No Brasil, temos versões de alimentos completos industrializados (rações) com redução de calorias ou específicas para atuarem como coadjuvantes em tratamentos contra a obesidade somente na categoria Super Premium e alguns poucos na categoria High Premium.

Por outro lado, rações de categorias Premium e Standard, para facilitar o processo industrial de fabricação (extrusão), tem adição de muito carboidrato, o que inviabiliza a a tentativa de se oferecer um alimento com menos calorias.

Com escassez de oferta de alimentos light, uma parcela considerável de tutores vê-se obrigada a optar por AN (Alimentação Natural), que esse DOGBLOG.COM.BR prefere chamar de alimentação caseira ou preparada.

Como pontos negativos, a AN tem a desvantagem do tempo de preparo, o prazo de validade, a necessidade de se adicionar um multivitamínico à dieta e, ainda, um preço que chega a ser 3 a 4 vezes superior às rações industrializadas, mesmo as de categoria Super Premium sem transgênicos e sem conservantes químicos.

Não temos dúvida de que uma refeição preparada com ingredientes frescos, com receita executada pelo próprio tutor ou por empresa especializada de confiança nos traz segurança no que estamos oferecendo para nossos pets. Portanto, não consideramos a AN ou alimentação caseira uma opção a ser evitada, de forma alguma.

Deve-se, no entanto, tomar a decisão de trocar a dieta com rações industrializadas por AN, conscientemente, sempre respondendo às seguintes perguntas:

  • terei condições de arcar com os custos maiores da AN por um período de tempo suficiente para que o pet não seja submetido a trocas constantes de dietas?
  • consigo me programar para dedicar um tempo para preparar (no caso do próprio tutor cozinhar a AN) ou mesmo para misturar e aquecer as refeições do meu pet?
  • tenho condição de adicionar a cada refeição um composto de minerais e vitaminas (preferencialmente calculado e prescrito por um médico veterinário, zootecnista ou nutricionista) a fim de fornecer os micronutrientes de que meu pet precisa?
Dificilmente o pet obterá as quantidades mínimas diárias desse minerais com a AN, havendo necessidade de suplementação a partir de receita do veterinário, zootecnista ou nutricionista

Quais as diferenças entre um alimento completo e um alimento completo light

Basicamente, a densidade energética para cães e gatos em tratamento de obesidade deve ser menor que 3.000kcal/kg

As gorduras (por kg) devem somar menos que 9% do total, as proteínas precisam estar abaixo de 28% (cães) e de 40% para gatos e as fibras precisam fazer parte da dieta em maior volume (cerca de 20% a mais).

Esses números são referenciais e dificilmente podem ser calculados por não especialistas devido às variáveis envolvidas (energia e características individuais do animal). Um médico veterinários especialista em nutrição ou um zootecnista são os profissionais indicados para a realização desse cálculo.

Ingredientes funcionais como o mineral Cromo e o aminoácido Carnitina (geralmente adicionado como L-Carnitina) devem estar presentes na composição de alimentos light.

Enquanto o Cromo auxilia na redução da sensação de fome (atuando como um saciador), a Carnitina terá a função de promover o uso da gordura para transformação em energia. Em linguagem figurada, a Carnitina aceleraria a transformação de parte das gorduras ingeridas em energia, dinamizando o metabolismo do animal e, com isso, “queimando” mais calorias.

Luiz Antonio Santos

Editor

ANÁLISE DE PRODUTO – Ração Magnus *

Avaliação da ração Magnus Super Premium pela equipe do DOGBLOG.COM.BR

Leitores do nosso DOGBLOG.COM.BR pediram para analisarmos o alimento completo (ração) MAGNUS SUPER PREMIUM. Abaixo, segue a análise e nossa avaliação das informações prestadas pelo fabricante e constantes na embalagem.

*a avaliação foi feita com o produto denominado MAGNUS SUPER PREMIUM. Não se aplica aos produtos Magnus Todo Dia, Magnus Carne, Magnus Vegetais e Magnus Premium Especial.

O DOGBLOG.COM.BR não recebe valores ou ajuda de qualquer fabricante de ração, veterinários, lojas ou de terceiros envolvidos com as marcas analisadas.

Abaixo, o quadro de avaliação da ração Magnus Super Premium.

Como pontos negativos temos a presença de transgênicos e de conservantes químicos como BHA e BHT em um produto rotulado como Super Premium. Nessa categoria, acreditamos que o consumidor, por estar pagando valor superior aos produtos que ainda trazem esses ingredientes, não deveria tê-los na sua composição.

O premix (o composto de vitaminas e minerais) traz uma boa gama, mas com alguns em quantidades pequenas quando comparadas aos outros produtos de categoria Super Premium.

Equipe de Redação – DOGBLOG.COM.BR em janeiro de 2020

dogblog.com.br fará análise de rótulos de rações para tutores



Luiz Antonio Santos, Editor

Você, que tem dúvidas, ou que gostaria de se aprofundar no que está por trás dos rótulos da rações comerciais (alimentos completos) comercializadas no Brasil, pode usar os serviços gratuitos e abertos do dogblog.com.br de duas maneiras:

  • acessando a matéria publicada que ajuda o tutor a desvendar linguagem e “pegadinhas” dos fabricantes no rótulo das rações
    https://bit.ly/2RZuwcZ
  • enviando o nome e tipo da ração que você gostaria que os petlovers da dogblog.com.br avaliassem. Nós analisamos:
  • a- macro ingredientes
  • b- vitaminas e minerais
  • dizeres em geral dos rótulos

Quer ficar bem informado (a)? Acompanhe-nos no Facebook
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Quer enviar sugestão de ração para nossa análise de rótulo?
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Você é fiel à marca de ração ou quer ingredientes novos para o seu pet?

Nos EUA, as gerações de millenials e Z não estão dando importância às marcas de ração e sim aos ingredientes, origem e funcionalidades.

Luiz Antonio Santos, Editor

A Revista Petfood Industry publicou na sua edição de março de 2019 uma matéria chamando a atenção para a queda de um mito na área de alimentação para pets: a fidelidade à determinada marca não existe mais ou não é tão importante para 85% dos tutores de cães e gatos.

Uma explicação para esse fato, segundo a Petfood Industry, é que a maior parte dos tutores atualmente são os millenials (pessoas com idades entre 23 e 45 anos) e a geração Z (nascidos a partir de 1997 e, portanto, com idade até 22 anos), grupos etários com diferente forma de ver o mundo e que privilegia saúde, conhecimento de ingredientes e avanços científicos e estudos que comprovem eficácia e benefícios de alimentos para seus pets.

Conte-nos como você está lidando com essa questão de marca de ração. Ela tem importância para você? O que você privilegia na escolha de um alimento para seu cão ou gato?

  1. Ingredientes
  2. Origem dos ingredientes
  3. Aceitação do pet
  4. Inclusão de ingredientes integrais
  5. Inclusão de ingredientes naturais
  6. Uso de ingredientes com função para melhoria da saúde

Comente ou indique pelos números quais os pontos que você considera e prepararemos matérias esclarecedoras sobre esses assuntos para o dogblog.com.br

Ômega 3: porque seu cão não deve deixar de ingerir

Luiz Antonio dos Santos – Editor

Um dos ingredientes cujo uso na dieta de cães eu tenho defendido ao longo dos anos por enxergar evidências de benefício através de pesquisas e artigos é o Ômega 3, gordura presente principalmente em peixes de água fria e em óleos vegetais.

Entendendo o ômega 3

Ômega 3 é a denominação de um tipo de gordura, tecnicamente chamada de ‘ácido graxo’, que é composta por vários ingredientes, com destaque para dois que são extremamente benéficos para os cães: os ácidos EPA e DHA. Existe uma diferença na concentração e na absorção de EPA e DHA, dependendo da fonte. Os óleos de peixe de águas frias possuem maior concentração desses ácidos, enquanto os óleos vegetais apresentam reduzida presença.


Fique ligado (a): ômega 3 para ter efeitos benéficos para os cães precisam ser de óleo de peixe de água fria. Rações e suplementos com óleos vegetais como fonte de Ômega 3 pouco efeito positivo terão para a saúde do seu cão, pois não oferecem EPA e DHA ‘prontos”.

Benefício 1: anti-inflamatório

O EPA e o DHA são antiinflamatórios naturais e podem contribuir em muito para:

  • Redução de dores
  • Redução ou extinção de alergias (que são inflamações)
  • Importante auxílio nos tratamentos de osteoartrite
  • Segundo benefício: atuação para pele e pelagens sadias
  • Redução de coceiras
  • Fortalecimento de barreira cutânea
  • Brilho e renovação de pelagem
  • Menor queda de pelos
  • Terceiro benefício: sistema cardíaco
  • Diminui a arritmia*

* Modificação no ritmo das batidas do coração, que pode ser para muito acelerado (taquicardia), muito lento (bradicardia) ou irregularidade na pulsação (descompasso).

Benefício 2: atuação para pele e pelagens sadias

  • Redução de coceiras
  • Fortalecimento de barreira cutânea
  • Brilho e renovação de pelagem
  • Menor queda de pelos

Benefício 3: sistema cardíaco

  • Diminui a arritmia*

* Modificação no ritmo das batidas do coração, que pode ser para muito acelerado (taquicardia), muito lento (bradicardia) ou irregularidade na pulsação (descompasso).

Benefício 4: sistema renal

  • Protege rins de lesões ou, ainda, desacelera a progressão de doenças como a renal crônica.

Benefício 5: tratamento do câncer

  • Estudos sugerem auxílio na diminuição de metástase

Benefício 6: sistema cognitivo

Eu sugiro a suplementação com produtos específicos ou adição de óleos de peixe nas dietas do cães a partir de 4 anos de idade (e para a toda a vida) para tentarmos evitar algo que pode vir a ocorrer com o passar da idade, que é a Síndrome da Disfunção Cognitiva Canina, uma espécie de Alzheimer de cães, que os faz perder memória, repetir ações aparentemente sem sentido (andar em círculos, beber água compulsivamente, latir sem estímulo, acordar no meio da madrugada e agir como se fosse dia).

Por ser um benefício tão importante, estamos publicando o resultado de uma pesquisa, concluída em 2017 que reforça essa crença no benefício, principalmente do DHA, na redução das disfunções cognitivas. Veja aqui: http://dogblog.com.br/dha-disfuncao-cognitiva-caes/

Contra indicações

Nem tudo são flores. Ômega 3 em excesso ou sem uma  medida de prescrição podem acarretar problemas perigosos e indesejáveis:

  • atrasar cicatrização de feridas
  • diminuir coagulação sanguínea (antes de cirurgias invasivas, seu veterinário poderá pedir para suspender o ômega 3 da dieta)
  • risco de pancreatite (caso as doses sejam ministradas ou oferecidas sem critério e em quantidade acima do necessário)

Ômega 3 é gordura…

Assim sendo, cuidado com a oferta desse maravilhoso ingrediente caso você esteja tentando diminuir o sobrepeso ou obesidade de seu cão. Um veterinário com bons conhecimentos de nutrição deverá lhe ajudar a encontrar a dose ideal para ingestão.

Como encontrar

Algumas rações Super Premium trazem quantidades bastante razoáveis de ômega 3 (EPA e DHA) em suas formulações mas, nem sempre suficientes para que os benefícios sejam plenos.

Há a possibilidade de se introduzir óleo de peixe nas dietas dos cães ou usar suplementos à venda em forma de cápsulas. Na Europa e América do Norte há ômega 3 líquido em frascos que permitem ‘borrifar’ a gordura sobre a ração ou refeição do cão. Ainda não vi esse produto dessa forma no Brasil.

Dosagens

Fabricantes de suplementos recomendam, em média, de 800 a 1.000 mg de ômega 3 para cada 10 kg de peso do animal, por dia.

Contudo, é essencial que um médico veterinário com conhecimento de nutrição endosse ou recalcule essa dosagem para que um ingrediente tão fantástico não se torne prejudicial para seu cão.

Cães que ingerem ômega 3 têm melhora de memória

Luiz Antonio Santos – Editor

Pesquisa concluída em 2017, conduzida pelos médicos veterinários pesquisadores K.B. Hadley, J. Bauer e N.W. Milgram, da área de pesquisa da empresa holandesa DSM, aponta que a suplementação do ômega 3 com boa quantidade de EPA e DHA pode fazer uma diferença grande a favor da memória dos cães, evitando ou minimizando a Síndrome da Disfunção Cognitiva Canina (espécie de demência ou Alzheimer que os cães de idade avançada podem sofrer).

Os pesquisadores trabalharam com dois grupos de cães da raça Beagle, oriundos de um centro de cães de Toronto, Canadá. O total de cães participantes foi de 51, sendo que suas idades variaram de 8,6 a 11,1 anos de idade.

Em um período de 124 dias, um grupo foi alimentado com uma suplementação de DHA e outro grupo sem essa suplementação.

Testes de memória

Os cães passaram, diariamente, por brincadeiras que, na verdade, eram testes de memória e a cada período determinado tinham seu sangue colhido para verificar-se a quantidade de ômega 3.

No final da pesquisa, observou-se que o grupo sem suplementação com DHA totalizou 80% de erros nos testes de memória e o grupo com suplementação atingiu 40% de erros, percentual menor, indicando que o ômega 3 (DHA) possa ter beneficiado esse índice de acertos.

Se você quiser conhecer mais sobre os benefícios do ômega 3, leia o post do DOGBLOG.COM.BR publicado em março de 2019. http://dogblog.com.br/omega3-para-caes/

Bolinhos de Carne e Aveia

Um petisco assado, saudável e que serve para cães e gatos. Sempre com moderação absoluta (é um agrado e não uma refeição!!!)

AUTORIA: Essa receita é amada pelo @joey_sheltie e foi passada pela tutora da linda @phoebebuffaycocker

Rendimento: 12 a 15 bolinhos de carne com 3 cm de diâmetro cada, aproximadamente.

INGREDIENTES:

  • 500 g de patinho moído
  • 1 ovo
  • 1 e 1/2 colher de aveia em flocos

Modo de Preparo

  • Em um tigela misturar (com as mãos) a carne moída com o ovo e a aveia. Você saberá que está no momento de enrolar as bolinhas quando a massa estiver consistente e fácil de modelar. Faça as bolinhas e as disponha em uma assadeira untada com óleo de coco ou azeite de oliva (pequena quantidade somente para evitar que grudem).
  • Leve, após acomodar os bolinhos em uma assadeira, ao forno a gás (pré aquecido por 10 minutos a 200 graus.
  • 20 minutos de forno são, geralmente, suficientes para que os bolinhos fiquem tenros e com o a carne e o ovo completamente cozidos.

Cuidado: cereais com fungos em rações podem matar nossos pets

Luiz Antonio Santos, Editor

Particularmente, defendo os alimentos completos para cães e gatos (rações industrializadas) livres de grãos transgênicos mais por receio da possibilidade dos grãos carregarem fungos letais do que exatamente pela transgenia.

Considero injusto pagar por uma ração de categoria Super Premium e trazer para casa um alimento com potencial de risco para meus pets, ou seja, com cereais como milho, arroz, sorgo ou cevada em sua formulação. Defendo que um produto para ter o rótulo de Super Premium deveria, no mínimo, ter 100% de sua proteína de origem animal e ser conservado com antioxidantes não agressivos (tocoferóis, chá verde, vitamina C) e não com produtos como o BHA e o BHT.

Bem, essa é particularmente minha posição.

Abaixo, gostaria de discorrer sobre um potencial perigo que trazemos para casa quando chegamos com um pacote de ração para nossos queridos cães e gatos. Trata-se da possibilidade de contaminação do alimento causada por fungos no milho, arroz ou em algum outro cereal usado na produção da ração.

Esse risco, naturalmente, eleva-se quanto mais barata for a matéria prima da ração. Assim, uma ração com preço muito mais baixo que as outras da mesma categoria traz uma maior possibilidade de ter sido produzida usando milho, arroz ou outro cereal de baixa qualidade.

‘Venenos’

As rações que têm milho em sua formulação podem funcionar como desencadeadoras de alergias por conta de insetos, ácaros e fungos contaminantes.

No entanto, o maior perigo para qualquer animal de estimação está no potencial de ingerir os ‘venenos’ produzidos pelos próprios fungos. Estes ‘venenos’ são conhecidos como micotoxinas.

Dentre as micotoxinas, a aflatoxina é produzida, principalmente, por dois fungos (bolores) que se desenvolvem sobre muitos produtos agrícolas e alimentos quando as condições de umidade do produto, umidade relativa do ar e temperatura ambiente são favoráveis.

Outras micotoxinas que são encontradas no milho, arroz, cevada e outros cereais:

  • vomitoxina
  • zearalenona
  • ocratoxina
  • fumonisina

O que acontece com o cão ou gato que ingere ração contaminada por aflatoxinas?

Aflatoxicose é o nome da doença causada pelo consumo de comida contaminada com aflatoxinas. Esta doença propaga-se principalmente em lugares com altos índices de umidade, onde os alimentos, especialmente os cereais, podem se contaminar com fungos.

O órgão mais afetado é o fígado. Os danos a este órgão produzem uma quantidade de sintomas que dependem de diferentes fatores.

 Os sintomas da intoxicação aguda por aflatoxina incluem:

  • febre
  • icterícia (olhos e pele amarelados)
  • urina escura
  • vômitos violentos e persistentes
  • diarreia com sangue

Uma vez que a aflatoxina entre no corpo de um cachorro, pode causar sérios danos às células do fígado. Não há antídoto e nenhuma cura conhecida.

Além disso, a exposição prolongada a pequenas quantidades de aflatoxina pode levar a uma forma mortal de câncer hepático.

Perigo real: em 2005, cães morreram nos EUA

Estes são os mesmos sintomas que afetaram e mataram tantos cães inocentes em 2005 e provocaram um recall de emergência pela indústria Diamond Pet Foods de Gaston, Carolina do Sul.

A Diamond Pet Foods embarcou os produtos contaminados internamente para os Estados Unidos e para mais 29 países ao redor do mundo.

Nenhum antídoto

Uma vez que a aflatoxina entre no corpo de um cachorro, pode causar sérios danos às células do fígado. Não há antídoto e nenhuma cura conhecida.

Além disso, a exposição prolongada a pequenas quantidades de aflatoxina pode levar a uma forma mortal de câncer hepático.

Quando já se sofrem os efeitos das aflatoxinas, a primeira coisa que devemos fazer é suprimir a ingestão do alimento contaminado; além disso, devemos começar um tratamento sintomático. Isto é, só se administram medicamentos para reduzir os sintomas ou mal-estar produzidos pela doença. Vale destacar que os antibióticos não têm nenhum efeito sobre as aflatoxinas.

Mais más notícias

Embora cozinhar possa matar os ácaros e fungos, não tem efeito sobre o próprio veneno. Assim, as micotoxinas mantêm sua potência perigosa mesmo depois de serem extrusadas (cozidas) sob altas temperaturas.

Algumas dicas

  • Se possível, prefira uma ração sem milho, cevada ou subprodutos de cereais como farelos. Em tempo: rações com milho não estarão obrigatoriamente contaminadas se o controle de qualidade for confiável. Se você confia no fabricante não há motivo para pânico!
  • Armazene o produto em uma área livre de umidade
  • Nunca descarte a embalagem original. A embalagem contém número de lote e dados de fabricação que você precisará no caso de uma emergência de recall
  • Os grãos e cereais que costumam se contaminar mais comumente são o arroz, a cevada, o centeio, o milho, o amendoim, as nozes, as sementes de algodão e o sorgo. Os fatores que mais influenciam nisso são o volume de água, a umidade e a temperatura do grão.

Lindas casinhas temporárias para gatos e cães são criadas por arquitetos no interior do Equador

Localizado na cidade de Babahoyo, na Província de Los Rios no Equador, o escritório de arquitetura Natura Futura criou várias peças em madeira e espalhou-as pelas ruas da cidade para oferecer abrigo a gatos e cães que vagam pelos espaços públicos.

A criatividade, esmero e praticidade destacam-se na criação desse escritório.

Segundo a Natura Futura, estima-se que na América Latina 25% dos pets estejam em situação de abandono com desnutrição, maus tratos e isolamento.

Arquitetura

São refúgios de 60 centímetros quadrados construídos em madeira, protegidos contra a água da chuva por pequenos beirais, que ajudam a ter ventilação cruzada. 

E se depender da boa vontade dos vizinhos, os animais não passam fome: uma bandeja para comida é colocada ao lado da água para ser reabastecida por quem se compadece da situação. A ideia dos abrigos é criar a consciência de acolher e cuidar desses animais até que encontrem um lar para viver. 

Ranking das Rações com Maiores Quantidades de Biotina

Luiz Antonio Santos, Editor

O DOGBLOG.COM.BR acaba de elaborar o Ranking das Rações com Maiores Quantidades de Biotina.

Na nutrição dos cães e dos gatos não deve faltar a vitamina B7, que faz parte do complexo B e também pode aparecer em rótulos de rações e suplementos como biotina ou, ainda, vitamina H.

Problemas que podem ser observados devido à falta de Biotina:

 – pelagem quebradiça

– queda de pelo

– pele escamosa

– prurido

– dermatites

Ranking

  Lembrando que somente a biotina não teria capacidade para transformar a pelagem do seu cão e que gorduras “boas” como o ômega 3 agem para essa finalidade, o DOGBLOG.COM.BR elaborou um ranking com as principais marcas de ração Super Premium e Premium e suas quantidades declaradas de biotina.

Passos para verificar se a ração está atendendo os requisitos de biotina diária de seu cão:

  1- Multiplique 0,002 pelo peso do seu cão

  2- Procure nas tabelas desse Ranking a quantidade de biotina que o fabricante da ração declara.                          

3- Divida esse número pela quantidade de ração que seu cão ingere por dia.

  4- Pronto! Agora é só comparar se a quantidade é compatível com a sugestão da AAFCO de 0,002 mg de biotina por kg do peso do seu cão por dia.

  Antes de optar por suplementos, consulte um veterinário sobre essa necessidade, pois excesso de vitaminas e minerais pode sobrecarregar o sistema renal.

* O DOGBLOG.COM.BR contatou a Nestlé sobre a razão da não declaração da quantidade de biotina na ração Proplan, mas até 13/02/2019 não houve resposta. A Assessoria de Imprensa da companhia informou que encaminhou nosso questionamento à equipe técnica.