Gatos magros podem viver menos que os fofinhos

Um grupo de seis pesquisadores da Universidade de Sidney (Austrália) finalizou, em 2018, um estudo que investigou a possível associação entre condição corporal e tempo de vida de gatos.

Usando uma escala comum para se avaliar condição corporal, conhecida como Escala de 9 Pontos, os pesquisadores registraram 2.609 gatos, coletaram informações sobre seus estilos de vida, relataram suas doenças e os pesaram pelo menos 2 vezes em um período de 10 anos.

Quando os gatos foram iniciados na pesquisa, a idade média do grupo era de 5,4 anos e a escala de score corporal apontava para a maior parte dos gatos com 5, 6 ou 7 (em uma escala onde 9 é considerado obeso e 1 é considerado desnutrido). Os cientistas informam que excluíram registros de gatos com score corporal 1, 2 e 9, que representam os extremos.

Tempo de Vida

A média de vida dos gatos participantes do estudo foi de 15,8 anos.

Com base no sistema de pontuação de 9 pontos, os gatos com valores variando de 6 a 8 tiveram maior longevidade que os gatos com valores mais baixos. O estudo sugere que, embora a obesidade estivesse associada ao desenvolvimento de certas doenças crônicas, ela não prejudicou a expectativa de vida média. Além disso, os gatos magros com valores de 3, 4 ou 5 tiveram sobrevivência reduzida, talvez devido à aquisição de doenças associadas à perda de peso.

Em geral, o tempo de vida foi mais curto para os gatos diagnosticados com neoplasia ou diabetes mellitus. Curiosamente, os gatos que foram diagnosticados com hipertensão ou condições doenças musculoesqueléticas, orais ou do trato urinário superior tiveram maior expectativa de vida média em comparação com gatos sem essas condições.

Estudo e autores

Título do estudo: Strong associations of nine-point body condition scoring with survival and lifespan in cats

Autores (todos da Escola de Ciências Veterinárias de Sidney – Austrália):  Teng, K. T., McGreevy, P. D., LML Toribio, J.-A., Raubenheimer, D., Kendall, K., & Dhand, N. K.

Resumo do Estudo: https://doi.org/10.1177/1098612X17752198

Maconha para cães? Você sabia que já são comercializados suplementos para articulações de cães com semente de cânhamo (“machonha”) nos EUA?

Luiz Antonio Santos, Editor

Pelo menos uma marca de suplemento para melhorar dores e fortalecer articulações de cães nos EUA declara usar semente de cânhamo orgânico, que vem a ser “maconha” cultivada legalmente para fins medicinais.

Ruff Hero é a marca do produto, comercializado legalmente em território norte americano, com o objetivo de suportar articulações ou atuar como alívio aos sintomas de artrites em cães.

Sua composição traz ingredientes já conhecidos e usados para essa finalidade como: condroitina e glucosamina e uma série de funcionais reconhecidos como antioxidantes e auxiliares antiinflamatórios (açafrão, pimenta, linhaça e semente de girassol). Já a curiosa inclusão de semente de cânhamo é da ordem de 100 mg.

O laboratório fabricante alega que a semente de cânhamo é rica em proteína, ômega 6 e vitaminas E, B3 e Cálcio.

Um pote com 120 tabletes mastigáveis (na composição há pasta de carne, o que pode tornar o tablete atrativo para os cães) sai por cerca de R$ 115,00 mais frete.

O laboratório fabricante anuncia os supostos benefícios da composição mas não indica nenhuma bibliografia científica que apoie essa inclusão do ‘parente da maconha’ no suplemento.

O produto não tem autorização para ser vendido no brasil.
informações do fabricante: www.ruffhero.com

Ração com farinha de insetos começa a ser vendida no Reino Unido

Luiz Antonio dos Santos, Editor

Com o argumento central de sustentabilidade ambiental, redução da emissão de carbono e garantia de alimentação para as próximas gerações, uma pequena empresa do Reino Unido, a Yora, começou o ano de 2019 oferecendo uma ração para cães cuja fonte de proteína é 100% farinha de insetos (larvas) criadas especificamente para alimentação.

A aparência das partículas da ração em nada difere das que conhecemos e sua formulação, com adição de vitaminas, minerais e ingredientes funcionais segue a linha de todos os outros alimentos industrializados para cães e gatos, exceto a proteína que, ao invés do uso de farinhas de vísceras, farinha de carne, farinha de aves, milho, soja, sorgo ou carne mecanicamente separada, usa uma farinha que é resultado do aquecimento lento de larvas e posterior moagem.

Farinha da larva Hermetia Illucens, criada para fins de alimentação

Fabricante alega que proteína de insetos seria hipoalergênica

A direção da Yora alega que a farinha da larva Hermetia Illucens é rica em proteína hipoalergênica, uma vez que os cães não teriam tido contato ainda com essa fonte.

Sobre as vantagens ambientais que a farinha de insetos teria sobre as proteínas de origem bovina ou de aves, a Yora apresenta estatística de que uma criação de insetos usaria 2% da terra e 4% de água do que um confinamento bovino.

Preço ao consumidor

Para efeito de comparação, um pacote de 14 kg de Proplan (Purina) sai nas lojas do Reino Unido por cerca de R$ 240,00.

Um pacote com 12 kg da ração Yora é vendida, no Reino Unido, por cerca de 90 libras, ou seja, R$ 429,00.

E você, aceitaria oferecer uma ração com proteína de insetos para seu cão?

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