Tudo o que uma boa ração para cães seniores deve ter

Luiz Antonio, Editor

Comprovadamente, a longevidade dos cães vem aumentando nas últimas três décadas, principalmente devido aos avanços e disponibilidade de serviços de prevenção e tratamento na área da saúde e à nutrição, com evoluções tanto em estudos quanto em conscientização dos tutores.

Um cão é considerado Senior a partir dos 7 anos para raças grandes (acima de 20 kg) e a partir dos 8 anos para raças pequenas e médias (até 19 kg). Mal comparado à cronologia humana, eles deveriam ter cuidados especiais de nutrição e saúde a partir do equivalente aos 50 anos de idade. O conceito de necessidade de uma nutrição diferenciada para o cão a partir dessas idades vem se tornando mais massificado nos grandes centros.

O Dogblog.com.br traz uma lista com os nutrientes e quantidades que as rações para cães seniores deveriam trazer.

1-  PROTEÍNAS

  • entre 25% e 27% de proteína por kg
  • fontes: frango, ovo desidratado, suíno, salmão, cordeiro ou vísceras

Dica: evite rações para cães seniores que contenham milho e/ou soja. Podem ser potenciais desencadeadores de alergias dermatológicas, além de serem proteínas de menor digestibilidade quanto comparada as de origem animal citadas acima.

2- GORDURAS

  • procure uma ração com gorduras (na embalagem essa informação aparece como ‘Extrato Etéreo’) não superiores a 12%. Quanto mais alta a quantidade de gordura, a atratividade aumenta, mas o cão tende a comer mais do que precisa.

3- Ômega 3

Dica: rejeite as rações de alto preço para cães seniores e cuja fonte de ômega 3 seja semente de linhaça. Esse grão é rico em ômega 3, porém não nos ácidos graxos EPA e DHA, que são os mais importantes para a saúde dermatológica, cardíaca e cognitiva dos nossos pets. A fonte ideal é óleo de peixe de águas frias (salmão ou arenque)ou sardinha. No mercado brasileiro temos o genérico “óleo de peixe”, que pode não trazer as quantidades ideais de EPA e DHA, mas são melhores do que a semente de linhaça.

  • mínimo de 5.500 mg de ômega 3 de óleo de salmão, arenque ou sardinha (por kg de ração)
  • ácidos graxos EPA – mínimo de 2.750 mg e DHA – mínimo de 2.750 mg (por kg de ração)

4- ômega 6

  • mínimo de 20 g por kg de ração
  • fontes: óleo de frango ou de suíno. Evite óleo de soja ou lecitina de soja como fontes de ômega 6

5- Sódio

  • máximo de 2.000 mg por kg de ração

6- Proteção das articulações

  • mínimo de 300 mg de condroitina
  • mínimo de 400 mg de glicosamina

Dica: quando há uma combinação de ômega 3 com condroitina e glicosamina, o efeito de proteção das articulações é mais efetivo.

7- Combate aos radicais livres

As moléculas liberadas pelas células do organismo, ao trabalharem para a obtenção de energia, podem se associar a outras moléculas de carga positiva, promovendo a oxidação com consequente dano às células
saudáveis. São os chamados radicais livres.

Os alimentos completos (ração) para cães devem fornecer quantidades significativas de vitaminas A, C e E, além de Selênio e Zinco:

  • Vitamina A – em torno de 15.000 UI
  • Vitamina C – entre 160 mg e 200 mg
  • Vitamina E – ideal: 600 UI
  • Selênio – entre 0,40 mg e 0,50 mg
  • Zinco – entre 150 mg e 160 mg

 

 

Identifique se a ração do seu pet traz os polêmicos conservantes artificiais

Luiz Antonio, Editor

Um dos ingredientes mais polêmicos e que tem afastado alguns tutores de cães e gatos das rações industrializadas é o conservante ou antioxidante.

Os conservantes são usados ​​em alimentos para animais de estimação com as funções de bloquear o crescimento de bactérias, fungos ou leveduras e de retardar a oxidação de gorduras, o que tornaria o alimento rançoso.

Tanto os conservantes quanto os antioxidantes podem vir de fontes naturais (como vitaminas C,  E e óleo de alecrim) ou serem criados artificialmente como são os casos dos mais usados: BHA, BHT, Etoxiquim. Há toda uma série de preocupações sobre seus efeitos sobre a saúde.

BHA e BHT e sua relação com aparecimento de tumores

O BHA (hidroxianisol butilado) e o BHT (hidroxitolueno butilado) estão entre os antioxidantes artificiais mais comuns utilizados em rações.

De 1993, um estudo da Universidade de Hamburgo concluiu que as publicações até então consultadas concordavam que BHA e BHT seriam “promotores de tumores”. Este trabalho, em alemão, está traduzido para o inglês e pode ser lido em https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/8493816.

Já o Departamento de Saúde e Estudos Humanos dos EUA divulgou  que o BHA produz consistentemente tumores em ratos e peixes, além de carregar também a culpa de causar um déficit  na aprendizagem.

Apesar de dos estudos, ambos antioxidantes são atualmente permitidos em alimentos para animais de estimação e alimentos para humanos no Brasil, EUA e alguns países da Europa.

Como saber se a ração que você oferece para seu pet tem esses conservantes artificiais

Dica: tente identificar no campo de informações Composição ou Ingredientes ou, ainda, em Enriquecimento. A legislação brasileira obriga essa divulgação mas, algumas vezes, ela aparece de forma muito discreta, no meio de muitas outras informações. Localize, primeiramente as siglas BHA, BHT ou Etoxiquim.

As opções aos conservantes artificiais que as algumas indústrias brasileiras têm usado são as vitaminas C, E, o extrato de alecrim e chás verdes.

Algumas rações brasileiras que declaram conservantes “naturais” ou (mais apropriadamente) não artificiais:

Chronos Pet

N&D

Biofresh

Natural

Fórmula Natural